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Quais são as competências mais valorizadas no mercado de trabalho?

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ArtigoFormação e Educação

15/07/2026

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No Dia Mundial das Competências dos Jovens, destacamos a importância de desenvolver conhecimentos e competências que permitam responder às mudanças do mercado de trabalho e aos desafios da transformação digital.

Criado pelas Nações Unidas em 2014, o Dia Mundial das Competências dos Jovens pretende sensibilizar sobre o papel fundamental da educação e da formação na promoção da empregabilidade, do trabalho digno e da inclusão social. A data reforça ainda a importância de garantir que jovens e adultos tenham acesso a oportunidades de aprendizagem que acompanhem a evolução da sociedade e as exigências de um mercado de trabalho em constante mudança. 

Este ano, a celebração decorre sob o tema Skills for a Shared Future ("Competências para um Futuro Comum"), destacando a necessidade urgente de desenvolver programas inovadores que permitam aos jovens adquirir as competências necessárias para enfrentar os desafios do presente e do futuro.

Segundo as Nações Unidas, investir no desenvolvimento de competências é essencial para preparar as novas gerações para um mercado de trabalho cada vez mais marcado pela digitalização, pela inovação tecnológica e pela transição para economias mais sustentáveis. Mais do que responder às mudanças, importa criar oportunidades que permitam aos jovens adaptarem-se, liderarem com empatia, promoverem o diálogo entre diferentes culturas, desenvolverem a sua resiliência e contribuírem ativamente para a construção de um futuro mais sustentável, inclusivo e partilhado. 

As competências mais valorizadas pelos empregadores 

O mercado de trabalho continua a evoluir rapidamente e exige profissionais capazes de aprender de forma contínua. De acordo com o “Future of Jobs Report 2025”, publicado pelo Fórum Económico Mundial, o inquérito reuniu o contributo de mais de mil grandes empregadores, representando mais de 14 milhões de trabalhadores em 22 setores de atividade e 55 economias, para traçar o retrato mais abrangente de como as competências vão evoluir até 2030. 

O relatório estima que, entre 2025 e 2030, cerca de 39% das competências essenciais exigidas no mercado de trabalho vão sofrer alterações. Apesar de uma previsão de uma transformação profunda, os números apresentados são ligeiramente inferiores aos de edições anteriores do estudo. Esta ligeira desaceleração é atribuída ao facto de as empresas terem vindo a apostar cada vez mais em programas de aprendizagem contínua, upskilling e reskilling, o que lhes permite antecipar e gerir com mais eficácia as necessidades futuras de competências. 

Entre as competências centrais, o pensamento analítico mantém-se como a competência mais valorizada pelos empregadores, com sete em cada dez empresas a considerá-la essencial. Segue-se um conjunto de competências comportamentais, a resiliência, a flexibilidade e a agilidade, bem como a liderança e a influência social, que reforçam a ideia de que a adaptação à mudança já não depende apenas de conhecimentos técnicos, mas também da capacidade de gerir a incerteza e de trabalhar em equipa. 

No que respeita às competências tecnológicas, o relatório aponta que a Inteligência Artificial (IA) e o big data lideram a lista das competências que mais vão crescer em importância até 2030, seguidas de perto pelas redes e cibersegurança e pela literacia tecnológica. A par destas competências mais técnicas, o pensamento criativo, a curiosidade e a aprendizagem ao longo da vida também deverão continuar a ganhar relevância no período 2025-2030. Completam o top 10 das competências em ascensão a liderança e influência social, a gestão de talento, o pensamento analítico e a responsabilidade ambiental.

Este cruzamento entre competências técnicas e competências humanas confirma que o domínio de ferramentas digitais ou de inteligência artificial não será por si só suficiente. É a combinação entre literacia tecnológica, pensamento crítico e capacidade de adaptação que vai distinguir os profissionais mais preparados para o mercado de trabalho da próxima década. 

Aprender ao longo da vida faz parte da resposta 

A Comissão Europeia, através da iniciativa Union of Skills, tem vindo a reforçar que o desenvolvimento de competências é um dos pilares para aumentar a competitividade, promover a inovação e facilitar a adaptação às mudanças do mercado de trabalho. A aprendizagem ao longo da vida assume, por isso, um papel central na construção de percursos profissionais mais resilientes. 

Esta perspetiva é igualmente partilhada pela OCDE no relatório “The State of Global Teenage Career Preparation”, publicado em 2025 com base em dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que comparam informação recolhida entre 2000 e 2022 em mais de 80 países. O estudo conclui que, em todo o espaço da OCDE, os jovens revelam atualmente níveis muito elevados de incerteza e confusão relativamente às suas escolhas de carreira, uma tendência que tem vindo a agravar-se de forma significativa desde 2018 e que está associada a piores resultados profissionais no futuro. 

O relatório mostra ainda que as expectativas profissionais dos jovens mudaram pouco desde o início do século, estão cada vez mais concentradas num número reduzido de profissões e afastam-se progressivamente dos padrões reais de procura do mercado de trabalho, incluindo setores estratégicos onde há escassez de mão de obra qualificada. A OCDE identifica também que as ambições educativas dos estudantes têm vindo a crescer, mas o contexto socioeconómico continua a pesar fortemente nessas ambições, o que perpetua desigualdades no acesso a oportunidades de carreira. 

Por outro lado, a evidência reunida pela OCDE é clara quanto aos benefícios da orientação vocacional: os estudantes que participam mais em atividades de desenvolvimento de carreira tendem a ter planos profissionais mais claros e melhores resultados de emprego mais tarde. Ainda assim, o relatório alerta que poucos jovens participam nas atividades de orientação de carreira que estão mais associadas a melhores resultados de emprego, sendo os estudantes com menos recursos os que têm menor acesso a este tipo de apoio. 

Em conjunto, os dados da Comissão Europeia e da OCDE reforçam a mensagem de que preparar os jovens para o mercado de trabalho do futuro não passa apenas por atualizar conteúdos escolares, mas por garantir um acompanhamento contínuo, equitativo e ligado à realidade do mundo profissional, em que a aprendizagem ao longo da vida funciona como o elo que liga a escola às exigências em constante mudança do mercado de trabalho. 

Desenvolver competências com os cursos da NAU 

A formação online permite desenvolver competências de forma flexível e ao ritmo de cada participante. Na plataforma NAU é possível encontrar cursos online alinhados com algumas das áreas mais procuradas pelas organizações, nomeadamente nas áreas das competências digitais, da inteligência artificial e da sustentabilidade. Entre eles, existem opções totalmente gratuitas, como os cursos dinamizadas pela Academia Portugal Digital, órgão pertecente à Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE):

  • Introdução à Inteligência Artificial: introduz os conceitos fundamentais de IA, incluindo a sua evolução, aprendizagem automática, redes neuronais, processamento de linguagem natural, aplicações práticas e os principais desafios éticos. 
  • Inteligência Artificial Generativa: explora os fundamentos e as aplicações da IA generativa na criação de texto, imagens, áudio e vídeo, apresentando as principais ferramentas disponíveis, casos de utilização e aspetos éticos associados. 

  • Importância das Competências Digitais em Profissões Não Digitais: apresenta a relevância das competências digitais em setores não tecnológicos, abordando temas como literacia digital, segurança, comunicação, criação de conteúdos, sistemas inteligentes e aprendizagem contínua, preparando os participantes para as exigências do mercado de trabalho.

  • Sustentabilidade Digital : aborda a relação entre transformação digital e sustentabilidade, desenvolvendo competências para criar modelos de negócio sustentáveis, gerir projetos com tecnologias verdes e avaliar iniciativas alinhadas com critérios ambientais, sociais e económicos.

Introdução à Inteligência Artificial

OrganizaçãoARTE | Academia Portugal Digital
Código do cursoIIA
Data do curso Inscrições abertas
O curso completo pode ser efetuado sem custos.

Inteligência Artificial Generativa

OrganizaçãoARTE | Academia Portugal Digital
Código do cursoIAGEN
Data do curso Inscrições abertas
O curso completo pode ser efetuado sem custos.

Importância das Competências Digitais em Profissões não Digitais

OrganizaçãoARTE | Academia Portugal Digital
Código do cursoICDPND
Data do curso Inscrições abertas
O curso completo pode ser efetuado sem custos.

Sustentabilidade Digital

OrganizaçãoARTE | Academia Portugal Digital
Código do cursoSUSTDIG
Data do curso Inscrições abertas
O curso completo pode ser efetuado sem custos.

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