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NotíciasEvento13/10/2026
Entre os dias 6 e 9 de outubro, a Universidade do Algarve acolheu a ConfOA 2026 - 17.ª Conferência Lusófona de Ciência Aberta, um dos principais encontros dedicados à Ciência Aberta no espaço lusófono. Ao longo destes 4 dias, vários investigadores, profissionais de informação, gestores de infraestruturas científicas e decisores reuniram-se para debater políticas, práticas e serviços que promovem a abertura e transparência do conhecimento científico. A edição deste ano foi organizada pela FCCN, unidade de serviços digitais da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), pela Universidade do Minho, pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICIT), e pela Universidade do Algarve, com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A NAU, serviço digital da FCT, desenvolvido pela FCCN, marcou presença no evento através do póster "DOI na Plataforma NAU: mais visibilidade para práticas de conhecimento aberto", apresentado no dia 8 por Dulce Correia, gestora de parcerias e de satisfação de cliente da plataforma. Esta intervenção destacou o serviço de atribuição de DOI (Digital Object Identifier) a MOOC (Massive Open Online Courses, Cursos Abertos e Massivos Online) resultantes de projetos de investigação, lançado em 2025.
"Participar no ConfOA 2026 foi uma experiência muito positiva, que nos permitiu apresentar o trabalho que a NAU tem vindo a desenvolver na ligação entre investigação, educação e ciência aberta” refere Dulce Correia.
“A participação nestes eventos permite acompanhar tendências, partilhar boas práticas e posicionar a NAU como uma infraestrutura relevante para a disseminação de conhecimento científico e para a promoção da aprendizagem aberta e ao longo da vida. Pode, ainda, dar origem a novas parcerias com projetos de investigação, universidades e centros de investigação interessados em disseminar conhecimento através de MOOC."
A iniciativa procura responder a um desafio cada vez mais relevante para a comunidade científica: garantir que os resultados da investigação chegam a públicos mais amplos e permanecem acessíveis, identificáveis e reutilizáveis ao longo do tempo. Ao atribuir um DOI a um curso online, a NAU permite que este passe a integrar um ecossistema científico interoperável, à semelhança do que acontece com artigos científicos, conjuntos de dados ou outras produções académicas. Desta forma, os MOOC tornam-se mais fáceis de localizar, referenciar, citar e preservar.
Tradicionalmente, os resultados de investigação são divulgados através de artigos científicos, comunicações em conferências ou relatórios técnicos. No entanto, os MOOC representam uma oportunidade adicional para disseminar conhecimento junto de públicos além da academia, promovendo simultaneamente a aprendizagem ao longo da vida.
A atribuição de DOI aos cursos permite:
ampliar a disseminação dos resultados de investigação;
reforçar a visibilidade de investigadores e instituições;
promover práticas de Ciência Aberta e Educação Aberta;
fortalecer a transparência, a rastreabilidade e o reconhecimento dos projetos de investigação;
contribuir para a adoção dos princípios FAIR (Findable, Accessible, Interoperable, Reusable).
Até setembro de 2026, seis cursos na NAU já tiveram DOI atribuído:
“Portugal na Idade Média: um reino com municípios democráticos e sem cidades?”, da Universidade Nova de Lisboa, com mais de 2 400 inscrições e 28% de taxa de conclusão;
“Programa MOON (MOving On against sex violence)”, da Universidade de Aveiro, com mais de 1 200 inscrições e uma taxa de conclusão de 34%;
“BIM Methodology”, da Universidade de Aveiro, que angariou mais de 1 100 inscrições e uma taxa de conclusão de 20%;
“Como entender a desinformação e fortalecer a cidadania”, da Universidade da Beira Interior (UBI), que angariou mais 2 300 inscrições e uma taxa de conclusão de cerca de 43%;
“Como noticiar a desinformação e capacitar as audiências”, também da UBI, com mais de 1 200 inscrições e uma taxa de conclusão de cerca 53%;
“Tráfico e Exploração Laboral no Setor Agrícola – prevenção e proteção das vítimas”, da Universidade do Minho, o mais recente a ter um DOI atribuído, que angariou mais de 1 100 inscrições e uma taxa de conclusão de cerca de 39%.
Os resultados apresentados no póster demonstram o potencial desta abordagem para aproximar o conhecimento científico da sociedade. Alguns destes cursos têm, atualmente, inscrições abertas.
A NAU é cofinanciada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
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