11/24/2025
Comunicar ciência de forma eficaz começa por adaptar a linguagem a quem a vai receber. Conhecer o público é essencial para evitar jargões excessivos e explicar termos técnicos de forma simples e acessível.
A clareza não significa perda de rigor. Pelo contrário, reforça a compreensão e a credibilidade. Utilizar narrativas envolventes, fazer analogias simples e relacionar os resultados com exemplos concretos ou histórias reais ajuda a criar proximidade e a despertar o interesse do leitor ou ouvinte.
Comunicar ciência não se faz apenas com palavras. A ilustração científica é uma ferramenta poderosa para tornar o conhecimento mais compreensível e inclusivo. Representar visualmente conceitos, estruturas ou processos complexos permite ultrapassar barreiras linguísticas e cognitivas, facilitando a compreensão por públicos com diferentes níveis de literacia científica. Infografias e esquemas são formas igualmente benéficas para a comunicação dos seus resultados científicos: quando utilizados para comunicar de uma forma mais visual, ajudam a transmitir informação técnica de forma intuitiva, enquanto mantêm o rigor e a precisão científica. Além de aumentar o interesse e a memorização da mensagem, as infografias também reforçam a transparência e a credibilidade, ao permitirem visualizar dados e resultados de forma clara.
Uma boa comunicação científica vai além da apresentação de resultados. É fundamental explicar o “como?” e o “porquê?” da investigação. A transparência sobre os métodos, autores, financiamentos e limitações gera confiança e aproxima o público do processo científico. O projeto europeu CONCISE sublinha precisamente esta importância: a ciência deve ser partilhada com clareza e integridade, mostrando as etapas que sustentam o conhecimento produzido.
Hoje, a internet e as redes sociais são canais privilegiados para divulgar ciência. Blogs, redes científicas como o ResearchGate e plataformas de vídeo ou podcasts permitem também alcançar públicos mais amplos e diversificados. Aproveitar efemérides como a que hoje assinalamos, celebrações ou “temas quentes do momento” que se alinhem com o seu trabalho é também uma forma eficaz de dar visibilidade à investigação, enquadrando-a em temas atuais e relevantes e reforçando a ligação entre ciência e sociedade.
Outra forma eficaz de partilhar conhecimento é através da criação de MOOC (Massive Open Online Courses), ou cursos online massivos de acesso aberto. Este tipo de cursos destaca-se pela sua dimensão massiva e aberta, tendo como objetivo fazer chegar oportunidades de educação e formação a um grande número de pessoas.
Mas a comunicação eficaz não termina na divulgação. Garantir que o conhecimento é rastreável, permanente e citável é igualmente essencial. É aqui que entra o DOI (Digital Object Identifier), um identificador digital único que assegura a citação e preservação de conteúdos científicos. Na Plataforma NAU, cursos que resultem de projetos de investigação podem ter um DOI atribuído, permitindo referenciar permanentemente os conteúdos, mesmo que haja posteriores mudanças nas hiperligações. Este serviço permite aumentar a visibilidade, credibilidade e longevidade dos trabalhos, garantindo que cada recurso é facilmente citável, indexável e associado ao seu autor e instituição. Este serviço assegura que os conteúdos de investigação permanecem acessíveis a longo prazo, ampliando o reconhecimento e o impacto da ciência produzida em Portugal.
Um bom exemplo é o MOOC "Portugal na Idade Média: um um reino com municípios democráticos e sem cidades?", da Universidade NOVA de Lisboa, o primeiro a ter um DOI atribuído na Plataforma NAU. Este curso reuniu mais de 2400 inscritos espalhados por 25 países, demonstrando o alcance internacional deste tipo de iniciativas.
Para saber mais sobre este serviço, consulte a nossa página de ajuda ou contacte-nos através do e-mail suporte@nau.edu.pt.
A NAU é cofinanciada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)
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