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ArticleLife and Health Sciences07/15/2025
Uma das definições mais referidas de literacia em saúde é a proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), descrita como sendo o conjunto de “competências cognitivas e sociais e a capacidade da pessoa para aceder, compreender e utilizar informação por forma a promover e a manter uma boa saúde”. Por sua vez, a Revista Portuguesa de Literacia em Saúde, refere a temática da seguinte forma: “Falar de literacia em saúde é falar de vida, saúde, bem-estar, longevidade, capacidade, conhecimento, tomada de decisões informadas, comunicação, empoderamento.”
A importância da literacia em saúde está no facto de que pessoas com maior literacia têm maior probabilidade de fazer escolhas saudáveis e de recorrer a cuidados médicos de forma atempada. Em contrapartida, níveis baixos de literacia em saúde estão associados a maiores dificuldades na prevenção de doenças, na gestão de condições crónicas e na navegação pelo sistema de saúde.
Em 2021, um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública concluiu que 44 % dos estudantes do ensino superior em Portugal apresentavam níveis “inadequados ou problemáticos” de literacia em saúde, especialmente em áreas como prevenção de doenças, compreensão de rótulos alimentares ou acesso à vacinação. Refere ainda que este é “um défice de conhecimento que é agravado pelas condições económicas das famílias”, havendo assim assimetrias nos níveis de conhecimento nos casos de famílias com menores rendimentos e com pais cuja escolaridade também é mais baixa.
Para além disso, um artigo publicado no arquivo online PubMed Central analisou dados de mais de 7 600 adolescentes portugueses e revelou que a literacia em saúde entre os jovens é fortemente influenciada por fatores psicológicos (como autoestima) e de estilo de vida, revelando que “os fatores psicológicos foram os que mais explicaram a literacia em saúde, seguidos dos fatores sociais e de estilo de vida”.
Literacia digital e em saúde podem andar de mãos dadas, desempenhando um papel essencial no bem-estar dos jovens e capacitando-os a tomar decisões informadas sobre a sua saúde física e mental de forma mais plena e como um todo.
Plataformas digitais como a Young2HL, destacada no Jornal de Leiria, exemplificam como a tecnologia pode ser uma grande aliada da saúde, oferecendo conteúdos interativos e adaptados às necessidades dos jovens, promovendo o acesso a informação confiável e direcionar para hábitos mais saudáveis.
Também projetos académicos como o Youth Health Literacy (YHL) da Atlântica - Instituto Universitário e eventos como o Youth Forum 2025 reforçam a importância de integrar a literacia em saúde nos contextos educativos e comunitários. Investir na formação dos jovens prepara uma geração mais consciente, resiliente e capaz de enfrentar os desafios da saúde contemporânea com responsabilidade, contribuindo para o seu bem-estar geral.
O estudo de 2024, “Literacias digitais de adolescentes portugueses”, coordenado em Portugal por Cristina Ponte, docente do Departamento de Ciências da Comunicação e integrado no projeto ySKILLS (com expressão internacional, aqui), revela que 80% dos adolescentes já se depararam com conteúdos online nocivos e quase metade procura informações sobre drogas, álcool ou dietas. Contudo, muitos jovens ainda têm dificuldades em avaliar criticamente estas informações: 22% admitem ter partilhado notícias falsas nas redes sociais. Este cenário mostra a urgência de união entre a literacia digital e em saúde de uma forma sólida, que envolva não só o acesso, mas também a compreensão, avaliação e uso crítico da informação para promover a autonomia e o bem-estar.
Apesar da sua enorme importância, a literacia em saúde é desigual, com jovens de contextos socioeconómicos vulneráveis a terem menos acesso a informação clara e atualizada, agravando desigualdades em saúde e bem-estar. Por isso, é essencial e incontornável que se integre a literacia em saúde nos currículos escolares, com linguagem adequada, atividades práticas e a participação de profissionais de saúde, envolvendo também famílias e os social media. Como referido na Lusíadas Saúde, “a educação para a saúde deve começar desde cedo, preparando os jovens para uma vida autónoma e responsável”.
Plataformas digitais como a NAU oferecem recursos formativos que facilitam o acesso a informação fiável e promovem a autonomia dos jovens na gestão do seu bem-estar. Explore a nossa oferta formativa em temáticas de saúde em www.nau.edu.pt/cursos. Conheça algumas das nossas sugestões, com inscrições abertas:
A NAU é cofinanciada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
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