O Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) foi inaugurado em 1937, após um longo processo de gestação dinamizado por um grupo de ilhavenses. Lugar de memória da comunidade que o criou, começou por assumir uma vocação etnográfica e regional. Em 2001 foi alvo de um projeto de ampliação e remodelação, passando as suas coleções a habitar um belo edifício de arquitetura moderna, o que contribuiu para impulsionar a renovação e a redefinição do seu discurso expositivo, que, entretanto, se passou a focar na pesca do bacalhau. Nesse mesmo ano foi também inaugurado o Navio-Museu Santo André (NMSA), um antigo arrastão bacalhoeiro recuperado e convertido em polo do Museu. Mais recentemente, em 2013, o MMI foi de novo expandido, tendo-lhe sido incorporado um Aquário de Bacalhaus. Atualmente, as principais referências expositivas do Museu são a pesca do bacalhau no Atlântico Norte, as fainas da Ria e a diáspora dos Ílhavos. Em 2021, foi inaugurado o Centro de Religiosidade Marítima (CRM), o primeiro centro de religiosidade de temática marítima em Portugal, que se destina à preservação e à exposição de um valioso espólio de obras de arte e bens culturais de natureza religiosa, que revelam a relação dos ilhavenses com o mar.